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Brasil Impeachment

Urgente: Oposição pedirá 'Superimpeachment' de Bolsonaro

Uma série de entidades, grupos políticos e pelo menos 11 partidos estão trabalhando no pedido

30/06/2021 19h06
Por: Redação
Urgente: Oposição pedirá 'Superimpeachment' de Bolsonaro

Uma série de entidades, grupos políticos e pelo menos 11 partidos estão trabalhando para reunir a argumentação dos mais de 120 pedidos de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em um único pedido — que foi apelidado de "superimpeachment".

O novo texto será um pedido de impeachment normal, apenas reunindo em um só documento pelo menos 24 atos cometidos pelo presidente que a oposição considera se tratarem de crimes de responsabilidade.

O "superimpeachment" deve ser protocolado na Câmara dos Deputados nesta quarta (30), segundo as entidades organizadoras.

Entre elas estão a Frente Povo Sem Medo, liderada pelo MTST; a Frente Brasil Popular, grupos sindicais como a CUT (Central Única dos Trabalhadores), a Apeoesp (dos professores de São Paulo) e a Asfoc (dos trabalhadores da Fiocruz); e entidades como a Coalizão Negra por Direitos, a UNE e o movimento Acredito. Também participam da iniciativa ao menos 11 partidos: PT, Psol, PCdoB, PDT, PSB, UP, PCO, Rede, PSTU, PCB e Cidadania.Além do novo pedido, há uma campanha de pressão para sua aprovação com participação de movimentos como o Agora!, Livres e 324 Artes; a Bancada Ativista; o Instituto Marielle Franco e até grupos religiosos, como o Cristãos Contra o Fascismo.

Mas qual o peso desse novo pedido em um cenário em que já há mais de 120 pedidos feitos que não foram levados adiante? E quais as chances de um impeachment de Bolsonaro se concretizar?

Novo escândalo fortalece pedido

A oposição já trabalhava para reunir os diversos argumentos dispersos nos pedidos existentes em um novo documento quando o escândalo da compra da vacina Covaxin estourou neste mês.

O servidor do Ministério da Saúde Luis Ricardo Miranda disse à CPI da Covid que ele e seu irmão, o deputado Luis Carlos Miranda (DEM-DF), avisaram o presidente Jair Bolsonaro sobre suspeitas de irregularidades no contrato de compra da vacina Covaxin, da farmacêutica indiana Bharat Biotech. O preço acordado pelo governo brasileiro, de US$ 15 por vacina (R$ 80,70), ficou muito acima do inicialmente previsto pela empresa, de US$ 1,34 por dose. O gasto total do Brasil seria de R$ 1,6 bilhão.

Além disso, o servidor enxergou como suspeito o fato de a empresa Madison Biotech, uma offshore com sede em Cingapura, ter sido apontada como destinatária dos pagamentos, mesmo não sendo mencionada no contrato.

Segundo os irmãos, Bolsonaro não teria tomado nenhuma atitude contra o problema, que teria o envolvimento do líder do governo no Congresso, Ricardo Barros (PP-PR).

Se comprovado, isso poderia configurar prevaricação por parte do presidente - quando um funcionário público indevidamente não pratica um ato por interesse próprio (no caso, a falha em denunciar e agir contra o suposto esquema).

Tanto o governo quanto o deputado negaram qualquer envolvimento em irregularidades.

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Jornalista Thiago Maciel
Sobre Jornalista Thiago Maciel
Thiago Maciel é Bacharel em Direito e Jornalista no estado do Piauí.
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