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Geral Fraude em Concursos

Instituto que realizou concurso na gestão Ubaldo Nogueira é investigado por fraudes

O concurso foi realizado no município de Nazária no ano de 2011

17/12/2020 14h05 Atualizada há 1 mês
Por: Redação
Ex prefeito de Nazária, Ubaldo Nogueira.
Ex prefeito de Nazária, Ubaldo Nogueira.

As empresas, Instituto Machado de Assis e Crescer Consultoria, apontadas como participantes do esquema de fraude a licitações e a concursos públicos, movimentaram pelo menos R$ 28 milhões, em cerca de 11 anos de atuação em municípios do Piauí e do Maranhão. Esse foi o valor bloqueado judicialmente a pedido do Ministério Público Estadual. Entre os presos, estão um servidor da Assembleia Legislativa,uma empresária e uma professora da Instituto Federal do Piauí (IFPI), que são apontados como líderes da organização.

A segunda fase da operação Dom Casmurro é um desdobramento de uma investigação iniciada após denúncias de irregularidades em um concurso da Câmara Municipal de Cocal, no norte do Piauí. Ao todo, são 13 denunciados. Foram cumpridos oito mandados de prisão, inclusive contra três pessoas apontadas como líderes da organização: 

Raimundo Wernes Fernandes Torres Filho - Servidor da Alepi - apontado como o líder político da organização. De acordo com a denúncia, ele era o responsável por articular junto a prefeitos e gestores públicos a realização de concursos fraudulentos.

Elmira Paulo Dias - empresária, ela cuidava da parte pedagógica da organização, recrutando professores, elaborando com questões de concursos. Também era responsável pela parte administrativa como pagamento de aluguéis e de outras despesas.

Rosimeyre Viera da Silva - professora do IFPI - cuidava da logística da aplicação das provas. Um dos alvos de mandado de prisão continua foragido.

De acordo com as investigações, existem indícios de que, somente o Instituto Machado de Assis tenha fraudado concursos em pelo menos 12 municípios do Piauí:Francisco Santos, União, Inhuma, Oeiras, Nazária, Esperantina, Luís Correia,São José do Piauí, Campo Maior, Picos, Paulistana e Câmara Municipal de Cocal.

"Era uma ação deliberada para beneficiar apadrinhados políticos e pessoas próximas à gestão. Era empresas que atuavam há mais de 10 anos, frustrando sonhos de muitos estudantes", explicou o coordenador da Delegacia de Combate à Corrupção, Ferndinando Martins.

Ainda de acordo com as investigações, as duas empresas pertenciam ao mesmo núcleo familiar e, em alguns casos, chegavam a simular concorrência. " Em alguns municípios elas chegavam a disputar licitações e uma perdendo por coisas simples, erros grosseiros", destaca o delegado.

Os três líderes apontados pelas investigações também conseguiram formar um patrimônio milionário, que incluia carros de luxo, imóveis e grandes quantias que eram movimentadas em espécie. De acordo com a denúncia, eles usavam contas de familiares para ocultar o patrimônio. 

As investigações a cerca dos concursos nas cidades onde o instituto realizou as provas serão feitas caso por caso. Na cidade de Nazária o instituto realizou o concurso em 2011 na gestão do ex-prefeito Ubaldo Nogueira, onde supostamente pode ter beneficiado apadrinhados políticos do gestor, as investigações da PC Piauí e do Gaeco estão em curso.

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