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Política Valença do Piauí

Marcelo Costa se comporta como o prefeito que nada sabe, nada fala e tudo acata.

Isso é o que transparece a gestão, tendo em vista as atuais falas da secretária de governo e o silêncio do gestor sobre o que ela diz

09/01/2021 19h19
Por: Redação
A tabela mostra a realidade sobre os recursos da educação
A tabela mostra a realidade sobre os recursos da educação

A nova gestão municipal de Valença do Piauí mal começou e o que já era esperado se mostra muito antes do que se imaginava: a vereadora Íris Moreira se comporta como alguém que está acima do próprio gestor, ou, no mínimo, como uma espécie de sub-prefeita. Pelo menos é assim que alguns correligionários já insatisfeitos a chamam pejorativamente. 

 

Em entrevista a uma rádio e TV local no dia 8 de janeiro, a atual Secretária de Governo fez comentários confusos sobre débitos com funcionários públicos atribuídos à gestão passada. Em sua fala ao jornalista Eberson Vieira, Íris Moreira, tratou de questões como o décimo terceiro, terço de férias e o mês de dezembro. Esquece a vereadora que participou de uma gestão que também deixou pagamento por fazer que esses pagamentos referentes a Dezembro é, naturalmente, uma obrigação do gestor reeleito, o que não foi caso do município de Valença do Piauí, ou do gestor eleito, nesse caso Marcelo Costa. Afinal, os repasses para pagamento de obrigações de dezembro, são creditados em conta no mês de janeiro, conforme informa a APPM (Associação Piauiense de Prefeitos Municipais). 

 

No dia 8, data da entrevista da vereadora, a entidade representativa dos prefeitos publicou os valores creditados nas contas dos municípios referentes à primeira parcela de Dezembro. 

 

Valença, por exemplo, recebeu de FPM, segundo o órgão, R$ 768.312,59 que somados a outros repasses totalizam, até a data do fechamento dessa matéria, o montante de R$ 1.262.997,03 para despesas de Dezembro. 

 

Em uma rede social, o ex-prefeito Walfredo Filho explicou sobre como ocorrem os pagamentos referentes ao mês de dezembro e criticou a posição da atual gestão em não se comprometer com os pagamentos dos servidores, como fizeram os últimos gestores ao honraram com os compromissos com os servidores, sem olhar que foi o gestor. Foi o que ocorreu na gestão de Dr Alcântara que pagou os servidores na sucessão de Dr Jarbas, governo a que fez parte Íris Moreira; Walfredo Filho, que pagou na sucessão de Dr Alcântara; e por fim, Ceiça Dias, que pagou na sucessão de Walfredo Filho. 

 

Todos os três ex-gestores usaram os recursos das parcelas de dezembro creditadas em janeiro para realizar os pagamentos dos servidores. Desses o único que precisou parcelar, por conta do tamanho do débito, foi Dr Alcântara que solicitou aprovação da Câmara para pagar os servidores. 

 

A fala da “prefeita” ou “sub-prefeita” como já chamam alguns de seus próprios aliados, soa estranha, pois o que se sabe, nos bastidores, é que o prefeito eleito, Marcelo Costa, pediu prioridade nos pagamentos dos servidores e não desculpas ou culpados para o que se tem solução.

 

Para alguns, esse comportamento da atual Secretária de Governo já era esperado. O fato é que, na ânsia de se colocar no centro da mídia, a ex-vereadora atropela a fala do verdadeiro prefeito. O que já vem acontecendo desde o clima tenso provocado por ela que em outra entrevista afirmou que Prefeito que quer trabalhar não precisa de vereador. Essa fala soou bastante soberba até mesmo entre os vereadores aliados já que todos contribuíram com o sucesso da eleição de Marcelo Costa. 

 

Íris Moreira, em sua entrevista, deixou transparecer ainda que o comando da pasta da Secretaria de Educação, até pode pertencer de direito à sua cunhada, mas de fato, na prática, quem dá as ordens é a própria Íris, que até se esforçou na entrevista para explicar que ali não era nepotismo. Como diz o ditado: quem cospe para cima corre o risco de acertar na própria cara. A vereadora criticou o fato da ex-prefeita ter nomeado filho para a pasta que hoje ela assumiu, mas fez vista grossa quando o atual nomeou a irmã. Criticou quando a prefeita nomeou o cunhado do Secretário de Educação para ser supervisor na mesma pasta, mesmo sem ônus para o município, mas indicou a própria cunhada para ser Secretária. As frases: “os fins justificam os meios” e “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço” nunca foram tão atuais, em se tratando das ações de Iris Moreira. 

 

Hoje, no grupo de Marcelo Costa, já há quem aposte que o reinado da atual secretária que se comparou e comparou o status de Secretário ao de Ministro, seja curto, pois o Prefeito não aguentará por muito tempo os seus caprichos e chiliques. 

 

Diante de tudo isso vale lembrar ainda um fato: sem diálogo com a Câmara e sem articulação, o prefeito terá grandes dificuldades na sua gestão. E o que se espera de quem assume a Secretaria de Governo é a capacidade  conciliação e a busca pelo diálogo, bem diferente da postura adotada pela atual secretária que se porta como alguém que alimenta intrigas e ressentimentos, continua apontando o dedo para quem julga ser seu oponente e ainda tem um olhar voltado para o que julga ter sido falha da última gestão. 

 

A atual, inclusive, já cometeu algumas falhas que se fossem na passada, estariam sendo motivos de espetacularização por parte da ex-vereadora que criticava a menor falha, por mais humana que ela pudesse ser, como ocorreu com os boletins da COVID-19 cujo o primeiro lançado pelo atual governo já apresentou falhas e inconsistências. 

 

Outra ação que seria duramente criticada pela atual Secretária de Governo se estivesse fora da gestão seria a proeza de contratar vários trabalhadores para espalhar areia nos buracos da Joaquim Manoel. Por muito menos o vereador Benoni e sua esposa, Regina, ex-secretária de obras, hoje aliados, foram criticados pelos “engenheiros de plantão” e pela ex-vereadora. E olha que na época eles usaram cimento para tampar os buracos de forma paliativa. 

 

Ou seria aquela areia uma espécie de adubo para a plantação de bananeiras!? Quem via o discurso da vereadora e de alguns de seus seguidores, logo imaginava que em janeiro o prefeito já seria capaz de colocar porcelanato na avenida. 

 

Como se vê, Marcelo Costa terá muito trabalho pela frente, o maior de todos eles, no entanto, será o de frear a vaidade de sua Secretária de Governo que ao invés de procurar conciliar para o bem do governo usa da arrogância para espalhar e criar novos desafetos, inclusive dentro do próprio grupo.

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