
O Laboratório de Anatomia Patológica do Hospital Getúlio Vargas (HGV), em Teresina, ampliou a capacidade de processamento de exames e emissão de laudos anatomopatológicos após passar por reforma e receber novos equipamentos. A estrutura é responsável pela análise de biópsias que auxiliam no diagnóstico de diversas doenças, entre elas o câncer.
Reinaugurado em julho deste ano, o laboratório é resultado de uma parceria entre o Ministério da Saúde e o A.C. Camargo Cancer Center, por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), e é considerado o primeiro supercentro de patologia digital do Brasil 100% SUS do Brasil.

Entre os equipamentos instalados, estão micrótomos automatizados (que cortam tecidos biológicos para análise em microscópio), scanner de lâminas de alta resolução, central de inclusão e sistemas para processamento e armazenamento de imagens. A tecnologia permite digitalizar as lâminas e compartilhar as imagens com profissionais de diferentes locais, ampliando as possibilidades de análise e emissão dos laudos.
“Por meio da implantação desse hub de patologia digital, é possível capturar e compartilhar essas imagens com outros profissionais. Tivemos um aumento de 30% da demanda dos hospitais de Teresina e estamos aguardando a demanda dos 35 municípios da região Entre Rios. O objetivo é conseguirmos processar, em média, de 2 mil a 4 mil exames por mês”, explicou o coordenador de Patologia, João Veloso Neto.

Além da estrutura tecnológica, o laboratório utiliza protocolos de identificação e rastreabilidade das amostras, com identificação das lâminas por meio de QR Code. A unidade também se tornou referência para outros estados, com treinamentos já programados para profissionais da Bahia e de Roraima.
A digitalização das lâminas e o aumento da capacidade de processamento contribuem para reduzir o tempo de emissão dos laudos e agilizar o diagnóstico. “Antigamente demorava mais de uma semana; hoje os exames laudados aqui no Hospital Getúlio Vargas demoram menos de cinco dias. Ou seja, o paciente recebe o diagnóstico mais rapidamente e, consequentemente, pode iniciar o tratamento mais cedo, com maior chance de cura”, destacou o secretário de Estado da Saúde, Dirceu Campêlo.

Na manhã desta quinta-feira (8), Dirceu Campêlo visitou o laboratório para acompanhar as atividades e conhecer a estrutura implantada. Durante a visita, o secretário esteve acompanhado do superintendente de Gestão da Rede de Média e Alta Complexidade, Rafael Alencar; da diretora do HGV, Nirvana Carvalho; além de técnicos e médicos da unidade.
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